{"id":168,"date":"2020-05-12T18:48:01","date_gmt":"2020-05-12T21:48:01","guid":{"rendered":"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/festivalimpossivel\/?page_id=168"},"modified":"2020-06-08T06:19:49","modified_gmt":"2020-06-08T09:19:49","slug":"trindade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/festivalimpossivel\/trindade\/","title":{"rendered":"Trindade"},"content":{"rendered":"\n<h3>Sant\u00edssima Trindade: <em>quem filma, o que filma, por que filma?<\/em>, por <em>\u00c1lex Ant\u00f4nio<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>&#8220;Reagir \u00e0 dor \u00e9 tamb\u00e9m saber recontar essas hist\u00f3rias. Falar da dor nos permite come\u00e7ar a cura da dor (se \u00e9 esse nosso projeto). Olhar a ferida nos permite perguntar: como tratar a ferida? Como transformar a cicatriz em tatuagem?&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">SENA, Kika<\/p>\n\n\n\n<p>No cinema negro hoje, dentro das muitas pautas, a dor tem sido um caminho muito seguido, seja ela como ponto de partida para ressignificar nosso futuro ou como o piv\u00f4 para um tensionamento presente no filme. Em um dos v\u00e1rios momentos (bem antes dessa nova pandemia mundial estar anunciada) em que parei para refletir sobre o filme e as quest\u00f5es que me faziam entrar em conflito com ele, me deparei com a publica\u00e7\u00e3o da capa do \u00e1lbum rec\u00e9m lan\u00e7ado do rapper mineiro Djonga intitulado, \u201c<em>Hist\u00f3rias da minha \u00e1rea<\/em>\u201d, em que ele e mais quatro colegas se deparam com os pr\u00f3prios corpos estendidos no ch\u00e3o de um beco. Nesse momento estava eu e mais dois colegas (Dani Apenas e Danrlei Moreira) e Dani nos questionou o que t\u00ednhamos achado da capa, se n\u00e3o era usar da dor do \u201coutro\u201d para um sucesso pr\u00f3spero. Eu e Danrlei simultaneamente falamos que tudo \u00e9 uma quest\u00e3o de perspectiva. Quem fala dessa dor? Essa pessoa vivencia\/compartilha aquilo ou s\u00f3 est\u00e1 ali dentro de uma curta rela\u00e7\u00e3o como espectador do\/a outro\/a?<em> Trindade<\/em> nos faz abrir um leque de questionamentos e reflex\u00f5es sobre as rela\u00e7\u00f5es de quem filma e quem \u00e9 filmado e todas as quest\u00f5es \u00e9ticas que permeiam o document\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O cinema \u00e9 um campo de constante mudan\u00e7a, est\u00e1 sempre se (re)moldando e moldando quem faz o uso dele das diversas formas poss\u00edveis e n\u00f3s enquanto parte desse universo, a todo momento, temos que (re)pensar como o fazer filme e o fazer para que haja filme s\u00e3o campos delicados em que estamos diante da alteridade, do real, da \u201cdiferen\u00e7a\u201d. E quando se trata de um corpo negro(a), temos que ser o mais cuidadoso poss\u00edvel para n\u00e3o acabarmos (re)construindo certas imagens que j\u00e1 se perpetuam nesses corpos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"511\" src=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/festivalimpossivel\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trindade-1-768x511-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-538\" srcset=\"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/festivalimpossivel\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trindade-1-768x511-1.png 768w, https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/festivalimpossivel\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trindade-1-768x511-1-300x200.png 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h3><strong>Trindade (Minas Gerais, 2020, 28 min.)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Dire\u00e7\u00e3o: Rodrigo R. Meireles &#8211; rodrigomeireles1987@gmail.com<\/p>\n\n\n\n<p>Sinopse: Trindade ouve os ecos da escravid\u00e3o desde menina. Agora, \u00e9 ela quem canta.<\/p>\n\n\n\n<center><figure class=\"wp-block-image size-thumbnail is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.cachoeiradoc.com.br\/2020\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/classificacao-12-anos-logo-150x150.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-505\" width=\"63\" height=\"63\"><\/figure><\/center>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sant\u00edssima Trindade: quem filma, o que filma, por que filma?, por \u00c1lex Ant\u00f4nio &#8220;Reagir \u00e0 dor \u00e9 tamb\u00e9m saber recontar essas hist\u00f3rias. Falar da dor nos permite come\u00e7ar a cura da dor (se \u00e9 esse nosso projeto). Olhar a ferida nos permite perguntar: como tratar a ferida? 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