{"id":4064,"date":"2016-08-17T21:14:39","date_gmt":"2016-08-18T00:14:39","guid":{"rendered":"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/?page_id=4064"},"modified":"2016-08-23T19:43:32","modified_gmt":"2016-08-23T22:43:32","slug":"mostra-competitiva","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/mostra-competitiva\/","title":{"rendered":"Mostra Competitiva"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Para atravessar o abismo<\/strong><br \/>\nAmaranta Cesar, Ana Rosa Marques, Evandro de Freitas, Flora Braga, La\u00eds Lima e<br \/>\nUlisses Arthur<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na abertura da sexta edi\u00e7\u00e3o do CachoeiraDoc, no ano passado, sob a moldura das \u00e1rvores de uma pra\u00e7a p\u00fablica em Cachoeira, comemor\u00e1vamos, com os filmes realizados na Serra do Padeiro e a presen\u00e7a do Cacique Babau, a luta dos Tupinamb\u00e1 pela retomada das suas terras. Sua extrema coragem e lucidez parecem hoje combust\u00edveis para atravessar o abismo que nos olha neste momento no pa\u00eds. De l\u00e1 para c\u00e1, o l\u00edder Tupinamb\u00e1 foi preso arbitrariamente e os povos ind\u00edgenas, assim como o povo negro, seguem amea\u00e7ados em suas pr\u00f3prias exist\u00eancias. Diante de tantos precip\u00edcios que se abrem ao nosso perplexo olhar, o CachoeiraDoc entrincheira-se juntos aos corpos que, com o cinema, insurgem-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cole\u00e7\u00e3o de document\u00e1rios brasileiros contempor\u00e2neos que aqui se apresenta foi urdida pela urg\u00eancia &#8211; dos filmes e do Brasil. Nos guiou o entendimento de que a pol\u00edtica no document\u00e1rio \u00e9 tanto sensibilidade quanto a\u00e7\u00e3o, e apostamos no questionamento da usual cis\u00e3o ou hierarquia entre inven\u00e7\u00e3o formal e milit\u00e2ncia. Buscamos superar a distin\u00e7\u00e3o entre o est\u00e9tico e o pol\u00edtico, uma distin\u00e7\u00e3o que, segundo a pesquisadora Nicole Brenez, n\u00e3o tem outro significado que n\u00e3o seja \u201cideol\u00f3gico e falsificador\u201d, uma vez que \u201ca cr\u00edtica \u00e0 ordem mundial implica na cr\u00edtica \u00e0 ordem discursiva\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frente \u00e0 hostilidade que atinge sujeitos e comunidades diversas, as pr\u00e1ticas documentais passam a atuar ativamente nas lutas, transcendendo a fun\u00e7\u00e3o de registro ou documenta\u00e7\u00e3o, em uma aproxima\u00e7\u00e3o entre as pr\u00e1ticas pol\u00edtica e cinematogr\u00e1fica. Enquanto o mundo do espet\u00e1culo mostra viol\u00eancia e morte e regozija-se com a audi\u00eancia, ela pr\u00f3pria contrafeita, converte-se em produtora e se apropria de suas hist\u00f3rias e imagens, autorrepresenta-se na defesa da vida e de seu espa\u00e7o. Filmes como <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/onze\/\">Onze<\/a>, <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/sepulcro-do-gato-preto\/\">Sepulcro do Gato Preto<\/a>, <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/quem-matou-eloa\/\">Quem Matou Elo\u00e1<\/a>?, <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/voz-das-mulheres-indigenas\/\">Voz das Mulheres Ind\u00edgenas<\/a> registram, questionam, reescrevem, denunciam de modo a atuar como for\u00e7a pol\u00edtica nas disputas em curso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filmes como <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/vozerio\/\">Vozerio<\/a> e <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/indios-no-poder\/\">\u00cdndios no poder<\/a> inscrevem-se de maneira ativa nas batalhas, atuam de modo ativo nas disputas fulcrais do Brasil contempor\u00e2neo, explicitando o cinema documental como for\u00e7a participativa e performativa nas ocupa\u00e7\u00f5es das ruas e nos espa\u00e7os de poder. O primeiro \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de um manifesto coletivo e colaborativo, que conta com imagens de origens diversas e a a\u00e7\u00e3o dos artistas-ativistas que se insurgem contra o capital, a opress\u00e3o do Estado e a viol\u00eancia policial. No segundo, o povo ind\u00edgena luta por seu lugar no Congresso Nacional. Sem a necess\u00e1ria representatividade pol\u00edtica, os \u00edndios veem seus direitos constitucionais serem amea\u00e7ados e perseguidos. Filmes e lutas se tonificam com novas formas de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rastros dessa luta comp\u00f5em a mat\u00e9ria dos filmes <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/3756\/\">Taego Awa<\/a> e <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/grin\/\" target=\"_blank\">Grin<\/a>. Para o trabalho de pesquisa e escuta que neles se opera, o encontro no presente, diante da c\u00e2mera, e no passado, com as imagens de arquivo, inventam os filmes e reatualizam a possibilidade de novos encontros. As imagens enunciam a resist\u00eancia ind\u00edgena que se expressa sob as armas do branco, c\u00e2mera e microfones enquanto arco e flecha, met\u00e1fora de luta diante das expropria\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas e de territ\u00f3rio alvejadas sobre todos os povos ind\u00edgenas. <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/3756\/\">Taego Awa<\/a> e <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/grin\/\" target=\"_blank\">Grin<\/a>, por meio das formas, prop\u00f5em a conflu\u00eancia dos que sobreviveram com os que se foram, sendo a terra o lugar de origem e o cinema, a trilha caminhada. Por outras vias, seus eventos poderiam ser destitu\u00eddos de toda pot\u00eancia de luta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quais as rela\u00e7\u00f5es existentes entre uma Jararacu\u00e7u, uma menina e a Lua? Em seu imperativo, <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/ha-terra\/\" target=\"_blank\">H\u00e1 terra!<\/a> nos apresenta que a viol\u00eancia da mordida da cobra pode ser um acontecimento que se desdobra em comunh\u00e3o. A ca\u00e7a como estrat\u00e9gia e liturgia, pois sendo da vida, o cinema opera por embates, fugas e conquistas, buscas por nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Este gesto comp\u00f5e <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/tanca\/\" target=\"_blank\">Tan\u00e7a<\/a>, mem\u00f3ria em exerc\u00edcio que evoca para o filme, pessoas e lugar filmado a experi\u00eancia de exist\u00eancia enquanto quilombola, e em <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/tekowe-nhepyrun-a-origem-da-alma\/\" target=\"_blank\">Tekowe Nhepyrun- A Origem da Alma<\/a>, onde tais movimentos de religa\u00e7\u00e3o s\u00e3o apresentados por fragmentos preciosos da cosmologia Guarani, compartilhados pelo modo de processos de cura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cinema debru\u00e7a-se sobre a fisicalidade do mundo e suas transforma\u00e7\u00f5es, como ao desvelar os impactos do processo de transposi\u00e7\u00e3o do rio S\u00e3o Francisco para a popula\u00e7\u00e3o sertaneja em <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/dia-de-pagamento\/\" target=\"_blank\">Dia de pagamento<\/a>, na ant\u00edtese entre a mem\u00f3ria afetiva da praia de Iracema e a voracidade capitalista das grandes empreiteiras em <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/fort-acquario\/\" target=\"_blank\">Fort Acquario<\/a>, no rumo da rota dos ventos em <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/aracati\/\" target=\"_blank\">Aracati<\/a>, entre as hist\u00f3rias e lembran\u00e7as de quem presenciou as mudan\u00e7as da paisagem. Filmes que integram uma cartografia que se contrap\u00f5e \u00e0 homogeneidade e indiferen\u00e7a dos mapas virtuais questionados em <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/nunca-e-noite-no-mapa\/\" target=\"_blank\">Nunca \u00e9 noite no mapa<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cidade se infertiliza e entristece sob as novas pol\u00edticas e pr\u00e1ticas de urbaniza\u00e7\u00e3o. Em<a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/entretempos\/\" target=\"_blank\"> Entretempo<\/a>, a hist\u00f3ria de um lugar e de um povo, evocados pela can\u00e7\u00e3o, s\u00e3o soterrados por uma arquitetura segregacionista, ass\u00e9ptica e que isola cada vez mais seus habitantes e cujos contornos s\u00e3o traduzidos pela repeti\u00e7\u00e3o e artificialidade das imagens de arquivo utilizadas. Gestos de montagem que ganham um outro significado em <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/sem-titulo-2-la-mer-larme\/\" target=\"_blank\">Sem T\u00edtulo #2: La Mer Larme<\/a>. Aqui, as imagens centen\u00e1rias do mar vagueiam e nos levam a lugares e sentimentos que nenhuma das l\u00ednguas cantadas poderia explicar. Em <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/filme-de-aborto\/\" target=\"_blank\">Filme de aborto<\/a>, experimenta-se de modo radical ativar e provocar os lugares de fala dos homens e das mulheres, atrav\u00e9s de um invento-manifesto-pirata que mistura Brecht e Cap\u00e3o Redondo, luta de classes e de g\u00eaneros, depoimentos e arquivos do Youtube.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode o document\u00e1rio ser, ele mesmo, um laborat\u00f3rio da mem\u00f3ria? De que maneira os procedimentos cinematogr\u00e1ficos investigam, resgatam e reelaboram experi\u00eancias do passado \u00e0 luz do presente? S\u00e3o algumas das perguntas postas em quest\u00e3o por <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/orestes\/\" target=\"_blank\">Orestes<\/a>, <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/a-noite-escura-da-alma\/\" target=\"_blank\">A Noite Escura da Alma<\/a> e <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/procura-se-irenice\/\" target=\"_blank\">Procura-se Irenice<\/a>. Os filmes indagam o passado vivido na ditadura militar e que persiste no presente na forma de traumas, impunidade e sil\u00eancio. O longa paulista reflete sobre a Justi\u00e7a e aproxima a viol\u00eancia praticada nos dias atuais aos crimes de Estado n\u00e3o punidos at\u00e9 hoje, atrav\u00e9s de uma multiplicidade dissonante de pontos de vista e diferentes procedimentos de mise-en-sc\u00e8ne, como depoimentos, encena\u00e7\u00e3o e psicodrama. J\u00e1 o longa baiano, ao articular testemunhos e performances, promove, a um s\u00f3 tempo, uma escuta e uma interpreta\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria dos militantes torturados na Bahia, estado onde a ditadura permaneceu e se projetou na cultura. O personagem que d\u00e1 nome ao t\u00edtulo do curta paulista foi uma voz que se insubordinou e desafiou o preconceito (racial e de g\u00eanero) e o controle dos corpos e comportamentos impostos pela ditadura militar. Por n\u00e3o aceitar ser subjugada, Irenice foi boicotada na sua profiss\u00e3o, o atletismo, e apagada da hist\u00f3ria. No filme, seus vest\u00edgios s\u00e3o investigados para que se reconhe\u00e7a e se afirme a import\u00e2ncia que lhe \u00e9 de direito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhecer e reconhecer a exist\u00eancia e singularidade de quem teceu e tece nossa hist\u00f3ria ao mesmo tempo em que se insurge contra seu pr\u00f3prio apagamento \u00e9 o desafio de um conjunto dos curtas reunidos. Em <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/antonieta\/\" target=\"_blank\">Antonieta<\/a>, acompanhamos a saga de uma mulher negra em defesa da educa\u00e7\u00e3o. Conectando as mem\u00f3rias da viv\u00eancia com os \u00edndios xavantes e o candombl\u00e9, a hist\u00f3ria de Abigail emerge das imagens de arquivo e da mise-en-sc\u00e8ne partilhada. Em <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/retrato-de-carmem-d\/\" target=\"_blank\">O Retrato de Carmem D.<\/a>, as nuances da psique humana desdobram-se nas rela\u00e7\u00f5es familiares e no cotidiano de uma m\u00e3e com sua filha, que fazem da c\u00e2mera testemunha e analista. Seu Osvaldo, o primeiro dj do Brasil, era negro e organizava bailes como alternativa para a segrega\u00e7\u00e3o social e racial. Sua <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/orquestra-invisivel-lets-dance\/\" target=\"_blank\">Orquestra invis\u00edvel Let\u2019s Dance<\/a> era mais que uma festa, lugar de afirma\u00e7\u00e3o, pelos corpos, de uma comunidade, que o document\u00e1rio trabalha para reinscrever na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo n\u00e3o quer que voemos, nos quer com os p\u00e9s no ch\u00e3o, amarrados a inst\u00e2ncias que reproduzem valores antiquados, estudando e trabalhando sem perguntar para qu\u00ea ou para onde. V\u00edtor com sua capa e Jonas em cima do trap\u00e9zio mostram que n\u00e3o \u00e9 cedo nem tarde demais para sonhar e lutar por isso. Em <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/o-voo\/\" target=\"_blank\">O voo<\/a> e <a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/speaker\/jonas-e-o-circo-sem-lona\/\" target=\"_blank\">Jonas e o circo sem Lona<\/a>, acompanhamos o tecer dessas fantasias, e por que n\u00e3o, realidades, onde a c\u00e2mera que observa \u00e9 a mesma que fica de lado, deixando as m\u00e3os livres para amparar as quedas e dizer que a hist\u00f3ria n\u00e3o acaba a\u00ed; \u00e9 sempre tempo de voar, para atravessar abismos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para atravessar o abismo Amaranta Cesar, Ana Rosa Marques, Evandro de Freitas, Flora Braga, La\u00eds Lima e Ulisses Arthur Na abertura da sexta edi\u00e7\u00e3o do CachoeiraDoc, no ano passado, sob a moldura das \u00e1rvores de uma pra\u00e7a p\u00fablica em Cachoeira, comemor\u00e1vamos, com os filmes realizados na Serra do Padeiro e a presen\u00e7a do Cacique Babau,&#8230; <\/p>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/mostra-competitiva\/\" class=\"gdlr-info-font excerpt-read-more\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4064"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4064"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4064\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4140,"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4064\/revisions\/4140"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2016\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}