{"id":1660,"date":"2015-08-16T17:52:01","date_gmt":"2015-08-16T20:52:01","guid":{"rendered":"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2015\/?page_id=1660"},"modified":"2015-08-16T22:41:37","modified_gmt":"2015-08-17T01:41:37","slug":"mostra-classicos-do-real","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2015\/mostras-especiais\/mostra-classicos-do-real\/","title":{"rendered":"Mostra Cl\u00e1ssicos do Real"},"content":{"rendered":"<div class=\"vc_row wpb_row vc_row-fluid\"><div class=\"wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12\"><div class=\"wpb_wrapper\"><div\n\tclass=\"wpb_images_carousel wpb_content_element vc_clearfix\">\n\t<div class=\"wpb_wrapper\">\n\t<div id=\"vc_images-carousel-1-1777733695\" data-ride=\"vc_carousel\"\n\t     data-wrap=\"true\" style=\"width: 1050px;\"\n\t     data-interval=\"2000\" data-auto-height=\"yes\"\n\t     data-mode=\"horizontal\" data-partial=\"false\"\n\t     data-per-view=\"1\"\n\t     data-hide-on-end=\"false\" class=\"vc_slide vc_images_carousel\">\n\t\t\t\t\t<!-- Indicators -->\n\t\t\t<ol class=\"vc_carousel-indicators\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<li data-target=\"#vc_images-carousel-1-1777733695\" data-slide-to=\"0\"><\/li>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/ol>\n\t\t\t\t<!-- Wrapper for slides -->\n\t\t<div class=\"vc_carousel-inner\">\n\t\t\t<div class=\"vc_carousel-slideline\">\n\t\t\t\t<div class=\"vc_carousel-slideline-inner\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"vc_item\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"vc_inner\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"prettyphoto\"\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t   href=\"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2015\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/morte-das-velas-81-1024x724.jpg\"  rel=\"prettyPhoto[rel-1660-810625794]\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img class=\"\" src=\"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2015\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/morte-das-velas-81-1050x300.jpg\" width=\"1050\" height=\"300\" alt=\"morte-das-velas-81\" title=\"morte-das-velas-81\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<!-- Controls -->\n\t\t\t<a class=\"vc_left vc_carousel-control\" href=\"#vc_images-carousel-1-1777733695\" data-slide=\"prev\">\n\t\t\t\t<span class=\"icon-prev\"><\/span>\n\t\t\t<\/a>\n\t\t\t<a class=\"vc_right vc_carousel-control\" href=\"#vc_images-carousel-1-1777733695\" data-slide=\"next\">\n\t\t\t\t<span class=\"icon-next\"><\/span>\n\t\t\t<\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t<\/div>\n\t<\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"vc_row wpb_row vc_row-fluid\"><div class=\"wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12\"><div class=\"wpb_wrapper\"><h4 class=\"box_header\">Homenagem a Guido Ara\u00fajo<\/h4>\n\t<div class=\"wpb_text_column wpb_content_element \">\n\t\t<div class=\"wpb_wrapper\">\n\t\t\t<p style=\"text-align: justify;\">A trilogia do Rec\u00f4ncavo baiano<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Texto de Guido Ara\u00fajo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando em 1969 me instalei com a equipe na cidade de Nazar\u00e9 das Farinhas, para a realiza\u00e7\u00e3o do filme <strong>Maragogipinho<\/strong>, n\u00e3o podia imaginar as surpresas agrad\u00e1veis que iria encontrar pela frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de poucos dias hospedado no hotelzinho situado perto do cais fluvial do rio Jaguaribe, que atravessa a cidade, fui despertado num amanhecer de uma quarta-feira com uma movimenta\u00e7\u00e3o inusitada que vinha do lado do rio. Sa\u00ed em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 porta do hotel e logo dei de cara com o grande n\u00famero de pessoas e animais carregados de mercadorias, dirigindo-se ao cais, que, por sua vez, estava apinhado de saveiros ancorados. Na ocasi\u00e3o contei ao todo 97 saveiros de carga, recebendo as mercadoria que chegavam, conduzidas sobretudo por bois, cavalos e burros. Era um espet\u00e1culo arrebatador aquela movimenta\u00e7\u00e3o que se desdobrava na beira do cais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de colher algumas informa\u00e7\u00f5es com o pessoal do hotel sobre todo aquele inusitado despertar, fiquei sabendo que se tratava da feira da banana, uma tradicional feira que acontecia cada quarta-feira e que era conhecida como da Banana, por ser o produto que predominava no carregamento que se processava para os saveiros de carga. O curioso era que jamais tinha ouvido falar da tal feira. Na realidade era um fen\u00f4meno local, conhecido apenas pelas pessoas de Nazar\u00e9 e das regi\u00f5es circunvizinhas. De fato o que acontecia era o seguinte: na quarta de cada semana\u00a0 toda a produ\u00e7\u00e3o de iguarias da redondeza com destino ao mercado da capital baiana era embarcada nos saveiros e estes, ao entardecer partiam com destino a Salvador para chegar na capital dois dias depois. O espet\u00e1culo mais belo e de uma extraordin\u00e1ria plasticidade era o momento em que os saveiros levantavam as velas, pegavam a brisa da tarde e singravam num verdadeiro bal\u00e9, na desembocadura do rio, que despejava suas \u00e1guas na Ba\u00eda de Todos os Santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O certo \u00e9 que fui em busca do pequeno lugarejo onde os habilidosos oleiros criavam as famosas cer\u00e2micas de caxixi de Maragogipinho e pelo caminho me deparei com a ideia de um novo filme sobre a regi\u00e3o, surgindo da\u00ed dois anos depois o document\u00e1rio <strong>Feira da Banana <\/strong>j\u00e1 em cores e na bitola de 35 mm.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando parti para a realiza\u00e7\u00e3o do filme Feira da Banana, mais uma vez me hospedei com a equipe em Nazar\u00e9 das Farinhas, mas desta feita tamb\u00e9m em Maragogipe. N\u00e3o demorou para me deparar com a constru\u00e7\u00e3o do \u201cferry boat\u201d e o que isto significava para aquele universo que eu explorava em filmagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Senti de imediato que se aproximava o fim do saveiro como transporte de carga. Uma grande transforma\u00e7\u00e3o iria se processar na paisagem e na vida daquela gente que durante s\u00e9culos tinha o transporte fluvial como meio de locomo\u00e7\u00e3o, que os aproximava dos rios, ilhas em dire\u00e7\u00e3o a Salvador, sobretudo dos ancoradouros do Mercado Modelo e da \u00c1gua de Meninos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estava fadado que dentro em pouco, com o avan\u00e7o da constru\u00e7\u00e3o do \u201cferry boat\u201d e o surgimento da \u201cPonte do Funil\u201d, ligando a Ilha de Itaparica ao continente, a Ba\u00eda de Todos os Santos j\u00e1 n\u00e3o seria a mesma. O caminh\u00e3o viria substituir o saveiro no transporte, tirando toda a beleza pl\u00e1stica das velas soltas, que, tangidas pela vira\u00e7\u00e3o das tardes, enchiam de encanto as \u00e1guas e o c\u00e9u da Ba\u00eda de Todos os Santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto avan\u00e7ava na realiza\u00e7\u00e3o da Feira da Banana, via crescer ante os meus olhos e na minha imagina\u00e7\u00e3o um terceiro filme que iria fechar o ciclo daquele mundo que compunha os saveiros, os saveiristas, os estaleiros e todo o universo mercantil que havia dominado at\u00e9 ent\u00e3o a paradis\u00edaca paisagem da Ba\u00eda de Todos os Santos. Encerrando a trilogia, surgiu ent\u00e3o <strong>A morte das velas do Rec\u00f4ncavo<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Maragogipinho<\/strong><br \/>\nBahia, 1968, 22 min<br \/>\nDe Guido Ara\u00fajo<br \/>\nDia 7\/9, \u00e0s 16h30<br \/>\nDocument\u00e1rio sobre a cer\u00e2mica popular da Bahia, realizado por Guido Ara\u00fajo com alunos Grupo Experimental de Cinema da Universidade Federal da Bahia. As rela\u00e7\u00f5es de trabalho, desde o preparo do barro at\u00e9 a venda na feira de S\u00e3o Joaquim, a mais democr\u00e1tica de Salvador, da cer\u00e2mica de Maragogipinho, no Rec\u00f4ncavo Baiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Feira da banana <\/strong><br \/>\nBahia, 1974, 16 min.<br \/>\nDe Guido Ara\u00fajo<br \/>\nDia 7\/9, \u00e0s 16h30<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Document\u00e1rio sobre a tradicional Feira da banana de Nazar\u00e9, \u00e0s margens do rio Jaguaribe. O escoamento da mercadoria para a capital do Estado \u00e9 feito em saveiros, que em n\u00fameros de algumas dezenas partem carregados do porto fluvial de Nazar\u00e9, com destino a Salvador. O document\u00e1rio aborda o aspecto geo?econ\u00f4mico da cultura da banana na regi\u00e3o, sua comercializa\u00e7\u00e3o e transporte para o mercado consumidor. Um maior destaque \u00e9 dado ao processo de muta\u00e7\u00e3o nos meios de transporte, com a chegada do ferry? boat e o surgimento de novas rodovias, amea\u00e7ando o saveiro na sua fun\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e a pr\u00f3pria exist\u00eancia da feira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A morte das velas do Rec\u00f4ncavo<\/strong><br \/>\nBahia, 1975, 23 min.<br \/>\nDe Guido Ara\u00fajo<br \/>\nDia 7\/9, \u00e0s 16h30<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme documenta o desaparecimento do saveiro, a mais t\u00edpica embarca\u00e7\u00e3o \u00e0 vela da Bahia de Todos os Santos, que durante s\u00e9culos constituiu destacado componente pl\u00e1stico ou est\u00e9tico do paisagismo baiano, al\u00e9m de desempenhar uma importante fun\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, trazendo das ilhas e cidades do rec\u00f4ncavo o peixe, as frutas e verduras necess\u00e1rios ao abastecimento das feiras da capital. Partindo da atual decad\u00eancia do saveiro, o document\u00e1rio faz uma abordagem s\u00f3cio?econ\u00f4mica do problema. H\u00e1 no filme tamb\u00e9m o prop\u00f3sito do registro como maneira de tentar preservar um tipo regional de embarca\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n\n\t\t<\/div>\n\t<\/div>\n<\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Homenagem a Guido Ara\u00fajo A trilogia do Rec\u00f4ncavo baiano Texto de Guido Ara\u00fajo Quando em 1969 me instalei com a equipe na cidade de Nazar\u00e9 das Farinhas, para a realiza\u00e7\u00e3o do filme Maragogipinho, n\u00e3o podia imaginar as surpresas agrad\u00e1veis que iria encontrar pela frente. 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