{"id":10398,"date":"2014-08-23T10:22:02","date_gmt":"2014-08-23T13:22:02","guid":{"rendered":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2014\/?page_id=10398"},"modified":"2014-08-23T21:18:06","modified_gmt":"2014-08-24T00:18:06","slug":"conferencias","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2014\/?page_id=10398","title":{"rendered":"Confer\u00eancias"},"content":{"rendered":"<div class=\"panel-grid\" id=\"pg-10398-0\"><div class=\"panel-grid-core\"><div class=\"panel-grid-cell\" id=\"pgc-10398-0-0\" ><p style=\"text-align: justify;\"><b>A hist\u00f3ria no filme, o filme na hist\u00f3ria <br \/><\/b><i>Com Cl\u00e1udia Mesquita <br \/><\/i>Dia 03\/09, \u00e0s 15h<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vinte anos de hist\u00f3ria est\u00e3o contidos em\u00a0\u201cCabra marcado para morrer\u201d\u00a0(1984), obra-prima incontest\u00e1vel que, entre outros trunfos, erigiu uma fr\u00e1gil \u201cponte\u201d - entre os anos pr\u00e9-golpe militar e a reabertura democr\u00e1tica, \u201cpara que o antes n\u00e3o fique sem futuro e o agora n\u00e3o fique sem passado\u201d, como Bernardet sintetizou em 1985. Mais do que tematizar mudan\u00e7as hist\u00f3ricas expressivas, o filme as abriga em sua forma, nas diferen\u00e7as entre as imagens que o comp\u00f5em, na mat\u00e9ria h\u00edbrida urdida em sua primorosa montagem. Propomos abordar\u00a0\u201cCabra marcado para morrer\u201d\u00a0como um filme-processo que n\u00e3o apenas conta \u201csua pr\u00f3pria aventura\u201d (Coutinho), mas tem sua forma fendida e marcada pelos \u201cposs\u00edveis\u201d do cinema, ao se engajar no mundo, em dois momentos hist\u00f3ricos distintos.\u00a0\u201cA fam\u00edlia de Elizabeth Teixeira\u201d\u00a0nos permitir\u00e1 estender o arco do cinema-processo de Coutinho at\u00e9 a atualidade, de modo a colocar em jogo e em rela\u00e7\u00e3o outros tempos, cenas e encontros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cl\u00e1udia Mesquita \u00e9 professora na gradua\u00e7\u00e3o e no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde integra o grupo de pesquisa Po\u00e9ticas da Experi\u00eancia. Pesquisadora de cinema, com mestrado e doutorado na Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), publicou, com Consuelo Lins, o livro \u201cFilmar o Real - sobre o document\u00e1rio brasileiro contempor\u00e2neo\u201d (Zahar, 2008). Organizou, com Maria Campa\u00f1a Ramia, o livro \u201cEl otro cine de Eduardo Coutinho\u201d (Equador: Corporaci\u00f3n Cinememoria, 2012), e, com Leandro Saraiva, a retrospectiva Eduardo Coutinho - cinema do encontro (CCBB\/SP, 2003). Atuou como pesquisadora em \u201cPe\u00f5es\u201d (Eduardo Coutinho, 2004).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Poesia e Hist\u00f3ria no cinema de Jia Zhangke <br \/><\/b><i>Com Cec\u00edlia Mello <br \/><\/i>Dia 04\/09, \u00e0s 9h<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confer\u00eancia vai tratar das indefini\u00e7\u00f5es das no\u00e7\u00f5es de fic\u00e7\u00e3o e document\u00e1rio no cinema de Jia Zhangke, partindo da defini\u00e7\u00e3o de Jacques Ranci\u00e8re do chamado \u201cregime est\u00e9tico das artes\u201d. Segundo Ranci\u00e8re, esse regime se caracteriza pela a uni\u00e3o entre a Poesia (kath\u2019olon), que para Arist\u00f3teles seria feita de fic\u00e7\u00f5es, reordenando eventos a partir de uma l\u00f3gica de causa e efeito e sem compromisso com a \u201cverdade\u201d, e a Hist\u00f3ria (kath\u2019ekaston), condenada a apresentar os acontecimentos segundo sua desordem emp\u00edrica. O cinema de Jia Zhangke parece muitas vezes resultar da revoga\u00e7\u00e3o da linha divis\u00f3ria aristot\u00e9lica entre duas \u2018hist\u00f3rias\u2019 \u2013 a dos historiadores e a dos poetas, e segue certas tradi\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas chinesas que n\u00e3o enxergam a mesma divis\u00e3o. Assim, gostaria de sugerir que o diretor conhecido como \u201co poeta da globaliza\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 tamb\u00e9m um \u201chistoriador\u201d da transforma\u00e7\u00e3o da China contempor\u00e2nea, e a combina\u00e7\u00e3o desses dois vetores, motivados por um olhar ao mesmo tempo contempor\u00e2neo e retrospectivo, faz emergir a atualidade e a for\u00e7a pol\u00edtica de seu cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cec\u00edlia Mello \u00e9 professora de cinema na Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes da USP e Pesquisadora Fapesp na Unifesp Campus Guarulhos, com o projeto \u201cIntermidialidade, Est\u00e9tica e Pol\u00edtica no Cinema Chin\u00eas de Jia Zhang-ke\u201d. Foi bolsista Fapesp de p\u00f3s-doutorado (2008-2011, ECA-USP), \u00e9 doutora em cinema pela Universidade de Londres, autora de diversos ensaios no Brasil e no Reino Unido e organizou com L\u00facia Nagib o livro Realism and the Audiovisual Media (Palgrave Macmillan, 2009\/2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Os rasgos e o tecido: montagem e pol\u00edtica no cinema de Jia Zhangke <br \/><\/b><i>Com Isaac Pipano <br \/><\/i>Dia 05\/09, \u00e0s 9h<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Forjadas no real, urgentes, as imagens de Jia Zhangke est\u00e3o atadas \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es intensas decorrentes da parasitagem do capitalismo na China contempor\u00e2nea. A montagem, por sua vez, assume fun\u00e7\u00e3o preponderante, como o gesto que mobiliza as tens\u00f5es entre a vida como cena e a <i>mise-en-sc\u00e8ne<\/i> do cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isaac Pipano \u00e9 professor de cinema da UFF, fot\u00f3grafo e, \u00e0s vezes, faz filmes. Vive entre o Rio de Janeiro e Niter\u00f3i. Participa do projeto de cinema, educa\u00e7\u00e3o e direitos humanos Inventar com a Diferen\u00e7a. Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o pelo PPGCOM-UFF com trabalho sobre o capitalismo contempor\u00e2neo, a cidade e a mem\u00f3ria no document\u00e1rio de Jia Zhangke.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Mesa Redonda: Resistir Hoje <br \/><\/b><i>Com <\/i><i>Ernesto de Carvalho e Josias Pires <br \/><\/i>06\/09, \u00e0s 11h<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atrav\u00e9s da exposi\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias e processos documentais, prop\u00f5e-se uma reflex\u00e3o sobre a maneira como o document\u00e1rio tem se inscrito nas manifesta\u00e7\u00f5es sociais, tornado-se parte constituinte desses movimentos, com papel ativo nas suas estrat\u00e9gias de resist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ernesto de Carvalho \u00e9 fot\u00f3grafo, documentarista e antrop\u00f3logo. Realiza pesquisa de doutorado no Departamento de Antropologia da New York University (NYU), no programa \u201cCultura e M\u00eddia\u201d. Desde 2007 desenvolve trabalhos junto ao projeto V\u00eddeo nas Aldeias, coordenando oficinas de v\u00eddeo em aldeias ind\u00edgenas em diversas partes do Brasil, al\u00e9m de fotografar, dirigir e editar filmes. Como fot\u00f3grafo e documentarista, tem participado ativamente do movimento Ocupe Estelita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Josias Pires \u00e9 documentarista e mestre em Artes C\u00eanicas pela Universidade Federal da Bahia. Foi roteirista e codiretor do filme document\u00e1rio de longa metragem \"Cu\u00edca de Santo Amaro\". Fez pesquisa, produ\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie de TV \"Bahia Singular e Plural\", da TVE Bahia. Lecionou em faculdades de jornalismo e de cinema. Atualmente, dirige a realiza\u00e7\u00e3o do filme document\u00e1rio de longa metragem \"Quilombo de Rio dos Macacos\".<\/p><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria no filme, o filme na hist\u00f3ria Com Cl\u00e1udia Mesquita Dia 03\/09, \u00e0s 15h Vinte anos de hist\u00f3ria est\u00e3o contidos em\u00a0\u201cCabra marcado para morrer\u201d\u00a0(1984), obra-prima incontest\u00e1vel que, entre outros trunfos, erigiu uma fr\u00e1gil \u201cponte\u201d &#8211; entre os anos pr\u00e9-golpe militar e a reabertura democr\u00e1tica, \u201cpara que o antes n\u00e3o fique sem futuro e o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2014\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/10398"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2014\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2014\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2014\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2014\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10398"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2014\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/10398\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10419,"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2014\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/10398\/revisions\/10419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2014\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10398"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2014\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10398"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2014\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10398"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}