{"id":283,"date":"2013-08-14T17:12:08","date_gmt":"2013-08-14T20:12:08","guid":{"rendered":"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2013\/?page_id=283"},"modified":"2013-08-23T21:38:54","modified_gmt":"2013-08-24T00:38:54","slug":"mostra-africas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2013\/?page_id=283","title":{"rendered":"Mostra \u00c1fricas: filmes de regresso e quest\u00f5es \u00e0 terra natal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-284\" style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\" alt=\"life-on-earth (1)\" src=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2013\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/life-on-earth-1-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-288\" style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\" alt=\"makola1\" src=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2013\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/makola1-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-287\" style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\" alt=\"Edouard Glissant2\" src=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2013\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/Edouard-Glissant2-150x150.jpeg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-286\" style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\" alt=\"f\u00e9rias em casa\" src=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2013\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/f\u00e9rias-em-casa-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-285\" style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\" alt=\"E N\u00e3o Havia Mais Neve\" src=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2013\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/E-N\u00e3o-Havia-Mais-Neve-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-289\" style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\" alt=\"si-gueriki_2.superbanner\" src=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2013\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/si-gueriki_2.superbanner-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mostra \u00e9 composta de filmes de realizadores africanos e diasp\u00f3ricos, que vivem ou viveram a experi\u00eancia do ex\u00edlio, e voltam \u00e0 \u00c1frica, a terra natal. Confrontados ao lugar original, os cineastas arriscam-se nas fronteiras do document\u00e1rio e da fic\u00e7\u00e3o, das na\u00e7\u00f5es e das identidades, para compor obras que, reunidas, demonstram a for\u00e7a inventiva do cinema e do document\u00e1rio num contexto de afirma\u00e7\u00e3o da autonomia pol\u00edtica e de constante reconstru\u00e7\u00e3o de si. As imagens e sons que se alinhavam no conjunto desses filmes fazem erigir uma \u00c1frica atual, em ebulia\u00e7\u00e3o, suscitando reflex\u00f5es renovadas sobre o continente e sua di\u00e1spora, provocando tamb\u00e9m novos elos afetivos com a chamada \u201cterra m\u00e3e\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Vida sobre a Terra \/ La vie sur terre<\/strong> (Mali\/Maurit\u00e2nia\/Fran\u00e7a, 1998, 62min.)<br \/>\nDe Abderrahmane Sissako<br \/>\nDia 03\/09, \u00e0s 19h30<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Nas v\u00e9speras do ano 2000, Abderrahmane Sissako, cineasta mauritaniano que vive na Fran\u00e7a, decide voltar a Sokolo, uma pequena aldeia do Mali, para reencontrar seu pai: \u201cQuerido pai, voc\u00ea ficar\u00e1 um pouco surpreso, talvez mesmo preocupado, em receber uma carta minha. Eu me apresso em dizer que tudo vai bem e espero que voc\u00ea tamb\u00e9m esteja bem. Contrariamente \u00e0 mensagem que lhe enviei por Jiddou, uma mudan\u00e7a importante faz com que eu esteja em breve com voc\u00ea em Sokolo: o desejo de filmar Sokolo, a vida, a vida sobre a terra, o desejo tamb\u00e9m de partir. Ainda mais que daqui a pouco n\u00f3s estaremos no ano 2000 e que nada mudar\u00e1 para melhor, voc\u00ea sabe disso melhor do que eu\u2026\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">E n\u00e3o havia mais neve&#8230;\/Et la neige n&#8217;\u00e9tait plus&#8230;<\/strong><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\"> (Fran\u00e7a\/ Senegal, 1965, 22min.)<br \/>\n<span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">De Ababacar Samb Makharam<br \/>\n<\/span>Dia 04\/09, \u00e0s 10h<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify; font-size: 13px; line-height: 19px;\">Um jovem estudante senegal\u00eas regressa da Fran\u00e7a. O que ele aprendeu? O que ele esqueceu? Qual via ele ir\u00e1 escolher para o contato com as novas realidades africanas? Os problemas que se colocam na juventude africana expostos com franqueza, coragem e humor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>F\u00e9rias em casa\/ Vacance au pays<\/strong> (Camar\u00f5es\/ Fran\u00e7a \/Alemanha, 2000, 75 min.)<br \/>\nDe Jean-Marie Teno<br \/>\nDia 04\/09, \u00e0s 10h<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify; font-size: 13px; line-height: 19px;\">Uma viagem ao Camar\u00f5es \u00e9 a oportunidade, para o diretor, de se interrogar sobre a no\u00e7\u00e3o de desenvolvimento e de modernidade na sociedade camaronense, que prega que o que vem do ocidente \u00e9 moderno, enquanto o que \u00e9 produzido localmente \u00e9 arcaico e condenado ao desaparecimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO fato de viver no exterior permite, quando voltamos ao nosso pa\u00eds, que nos demos conta da dimens\u00e3o das transforma\u00e7\u00f5es. No nosso pa\u00eds, n\u00f3s n\u00e3o nos damos tanto conta da mudan\u00e7a. As pr\u00f3prias pessoas mudam e n\u00e3o se d\u00e3o conta.\u201d (Jean-Marie Teno)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Edouard Glissant: um mundo em rela\u00e7\u00e3o\/Edouard Glissant: One World in Relation<\/strong> (Estados Unidos da Am\u00e9rica, 2010, 52 min.)<br \/>\nDe Manthia Diawara<br \/>\nDia 04\/09, \u00e0s 19h30<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify; font-size: 13px; line-height: 19px;\">Em 2009, Manthia Diawara, com sua c\u00e2mera, segue Edouard Glissant no navio Queen Mary II, numa jornada transatl\u00e2ntica de South Hampton (Inglaterra) ao Brooklyn (Nova Iorque). A po\u00e9tica medita\u00e7\u00e3o continua na Martinica, o lar nativo de Edouard Glissant. As extraordin\u00e1rias viagens resultaram na produ\u00e7\u00e3o de uma biografia intelectual na qual Glissant desenvolve sua teoria da \u201cRela\u00e7\u00e3o\u201d e o conceito de \u201cTout-monde\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Edouard Glissant \u00e9 um dos mais importantes pensadores contempor\u00e2neos. Nos anos 80, sua teoria da \u201ccreoliza\u00e7\u00e3o\u201d, diversidade e alteridade, desenvolvida no livro \u201cO Discurso Antilhano (1981)\u201d, foi considerada como seminal para a emerg\u00eancia do estudos do multiculturalismo, das pol\u00edticas das identidades, das literaturas minorit\u00e1rias e do Atl\u00e2ntico Negro. Nos anos 90, ele desenvolveu os conceitos de \u201cPo\u00e9tica da Rela\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cTout-monde\u201d, para os quais a ideia de \u201cRela\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 percebida como uma entidade aut\u00f4noma, movendo entre objetos e lhes fornecendo energia, poesia e diferen\u00e7a. No livro \u201cFilosofia da Rela\u00e7\u00e3o\u201d, Glissant usa o conceito para mediar novos significados para globaliza\u00e7\u00e3o, caos, viol\u00eancia, igualdade e justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em busca da \u00c1frica\/ In Search of Africa<\/strong> (Estados Unidos da Am\u00e9rica, 1997, 26 min.)<br \/>\nDe Manthia Diawara<br \/>\n04\/09, \u00e0s 19h30<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify; font-size: 13px; line-height: 19px;\">Em 1996, o cineasta e escritor Manthia Diawara, que vive em Nova Iorque, volta para a Guin\u00e9, trinta e dois anos depois que ele e sua fam\u00edlia foram expulsos do rec\u00e9m libertado pa\u00eds. Apesar dos anos transcorridos, Diawara espera ser recebido como um membro da comunidade, e, perplexo, ele descobre que n\u00e3o o \u00e9.<\/span><\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Si-Gueriki, a rainha m\u00e3e \/ Si-Gueriki, la reine m\u00e8re<\/strong><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0(Alemanha\/Benin\/Fran\u00e7a, 2002, 62min.)<\/span><\/p>\n<p>De Idrissou Mora Kpai<br \/>\nDia 06\/09, \u00e0s 10h<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify; font-size: 13px; line-height: 19px;\">&#8220;Meu pai faleceu e com ele parte da minha inf\u00e2ncia, minhas certezas, minhas cren\u00e7as e meus sonhos&#8221;. Depois de dez anos de aus\u00eancia, Idrissou Mora Kpai volta ao Benim para rever sua fam\u00edlia. Contra qualquer expectativa essa viagem vai ser a ocasi\u00e3o de descobrir aquela que desde sempre, nada mais fez do que servir a seu pai: sua m\u00e3e. Herdeira do t\u00edtulo real de seu marido, ela tornou-se uma autoridade na comunidade Wassangari, ao norte do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rapidamente, junto com a co-esposa do finado, corrigem a imagem do pai ideal que o jovem cineasta guardou na mem\u00f3ria. Diretas e l\u00facidas, as duas denunciam, n\u00e3o sem humor, um sistema patriarcal do qual foram tamb\u00e9m v\u00edtimas as irm\u00e3s e sobrinhas do diretor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/cachoeiradoc.com.br\/2013\/?page_id=199\">Confira a programa\u00e7\u00e3o completa.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mostra \u00e9 composta de filmes de realizadores africanos e diasp\u00f3ricos, que vivem ou viveram a experi\u00eancia do ex\u00edlio, e voltam \u00e0 \u00c1frica, a terra natal. 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